Não é ano de Copa, mas em 2025 outro evento promete receber grande atenção de autoridades e sociedade civil no país. Em novembro, Belém, capital do Pará, vai receber a COP 30 no Brasil, principal encontro global que discutirá assuntos relacionados a mudanças climáticas, políticas públicas, inovações, financiamento verde, entre outros tópicos. Desta forma, o ano de 2025, como se vê, promete ser intenso para diferentes profissionais, empresas e autoridades públicas.
Não é sempre que temos possibilidade de debater estes assuntos no Brasil em um palco tão grande quanto este evento. Ainda que ocorra todos os anos, em muitos casos fica em segundo plano na estratégia da iniciativa privada e da sociedade civil.
Temos, portanto, uma chance única de incluir de vez o assunto na agenda principal de empresas, profissionais e instituições brasileiras. Por aqui, ainda que 85% das organizações considerem a sustentabilidade uma vantagem, apenas 16% conseguiram adotar medidas para integrá-la em suas operações e resultados, de acordo com o estudo Global Sustainability Barometer, da Ecosystm.
Ou seja, há uma distância entre a vontade de empresários e profissionais em trabalharem com o tema e a identificação das ações práticas e operacionais para conseguir implementá-las.
A COP 30 no Brasil pode ser o catalisador que faltava para impulsionar ainda mais este conceito em todos os setores, principalmente o de construções. Hoje, construir ou reformar edifícios está entre as atividades que mais podem contribuir na adaptação das nossas cidades a eventos climáticos extremos – e que pode mudar significativamente as metas de um país frente aos seus compromissos climáticos.
Evento global realizado anualmente, a COP 30 no Brasil possui este número justamente por chegar à 30ª edição em 2025. Atualmente batizada de ‘Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima’, recebe a sigla COP por ser uma ‘Conferência das Partes’ na esfera da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC). Desde 1995, só não foi organizada uma vez, em 2020, devido à pandemia de Covid-19.
Responsável por mais da metade do território da Floresta Amazônica e o possuidor de uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o Brasil vai sediar o encontro pela primeira vez na história. Mais de 50 mil pessoas entre líderes mundiais, cientistas, representantes de organizações não-governamentais e da sociedade civil de 190 países devem desembarcar em Belém, capital do Pará, em novembro de 2025 para debater os problemas e propor soluções para o futuro da humanidade.
Foram em edições passadas que dois dos grandes acordos globais para redução dos gases do efeito estufa foram propostos e assinados pelos países. Em 1997, o Protocolo de Kyoto estabeleceu obrigações e um cronograma de diminuição nas emissões entre os países signatários. Quase duas décadas depois, o Acordo de Paris ampliou a discussão e propôs novas responsabilidade no combate às mudanças climáticas.
Como principal encontro global sobre mudanças climáticas, é natural que as principais tendências sobre clima, meio ambiente e sustentabilidade sejam debatidas e analisadas em seus encontros. Para a COP 30 no Brasil, são esperados os seguintes temas:
Hoje, é praticamente impossível debater e propor soluções sobre emissão de carbono e estratégias sustentáveis sem levar em consideração o potencial de contribuição do setor da construção civil em todo o mundo.
Para se ter uma ideia, o setor compreende 34% da emissão global de carbono e não está elencado como uma das indústrias com metas específicas de descarbonização para 2050. Em 2022, um aumento de 1% nas emissões da área foi equivalente a mais de 10 milhões de carros circulando a linha do equador na Terra. Além disso, o consumo de energia corresponde a um terço de toda demanda global, segundo relatório publicado em 2024 pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) e pela Aliança Global para Edifícios e Construção (GlobalABC).
Números grandes demais para serem ignorados, não é mesmo? Dessa forma, é natural que as diferentes empresas e instituições atuantes na área tenham participação ativa antes, durante e depois da COP 30 no Brasil.
Além de ser uma ótima oportunidade para trocar conhecimento e compreender o que vem sendo debatido em todo o mundo sobre tendências e alternativas inovadoras para um problema tão complexo quanto antigo. Quem trabalha com construções precisa ter conhecimento sobre a contribuição que o setor oferece aos desafios e necessidades comuns a todos. É necessário sermos ousados em matéria de edificações eficientes, confortáveis e sustentáveis.
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Por conta disso, o GBC Brasil, organização responsável por algumas das principais certificações ambientais para construções, como o GBC CASA&CONDOMÍNIO, o LEED e o GBC Biodiversidade, lança a campanha #BeBoldOnBuilding com seus parceiros. O objetivo é justamente promover uma maior reflexão e participação do setor com a COP 30 no Brasil.
Ao longo do ano, iremos realizar diversos eventos e conteúdos voltados para o evento e seus principais assuntos. Quer saber mais? Entre em nosso site!