Desde sua criação em 1998, o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) evoluiu significativamente para atender às demandas crescentes de sustentabilidade no setor da construção. As primeiras versões focaram principalmente na eficiência energética e no uso racional de recursos, estabelecendo padrões básicos para construções verdes. Ao longo das edições, o sistema ampliou seu escopo, incorporando critérios mais abrangentes, como gestão da água, impacto ambiental de materiais e qualidade ambiental interna. Essa evolução refletiu a necessidade de abordar não apenas o desempenho do edifício, mas também o bem-estar dos ocupantes e a regeneração dos ecossistemas impactados.
O LEED passou de um modelo focado em eficiência para um sistema holístico, alinhado com metas globais de sustentabilidade, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A cada versão, novos pré-requisitos e créditos foram introduzidos, como a integração de energias renováveis em maior escala e o incentivo a práticas regenerativas e inclusivas. Essas adaptações posicionaram o LEED como uma ferramenta fundamental para promover construções que sejam não apenas sustentáveis, mas também resilientes, equitativas e orientadas para o futuro.
O LEED v5 marca uma transformação significativa na forma como a sustentabilidade é integrada aos projetos de construção, estabelecendo uma base para alinhar o setor com os objetivos globais de desenvolvimento sustentável. Destacamos abaixo as principais inovações do sistema, explorando seu impacto potencial para arquitetos, urbanistas e outras partes interessadas.
O LEED v5 vai além das abordagens tradicionais, ampliando seu alcance para abordar três pilares principais: ação climática, qualidade de vida e conservação ecológica. Essa reformulação destaca uma abordagem abrangente e integrada para a sustentabilidade:
Esse modelo de pontuação sublinha uma mudança estratégica: edifícios não devem apenas minimizar impactos ambientais, mas também contribuir para a resiliência climática e a melhoria da vida comunitária.
O LEED v5 apresenta pré-requisitos e créditos inovadores que ampliam o escopo da certificação, como:
Além disso, o conceito de resiliência comunitária ganha destaque, incentivando edifícios a servirem como centros de apoio em situações de crise, conectando sustentabilidade e impacto social.
A equidade social é um pilar essencial do LEED v5, que introduz créditos voltados para:
Já o bem-estar dos ocupantes é abordado com estratégias que priorizam qualidade ambiental interna, controle de poluição do ar, iluminação natural e acesso a áreas verdes. Isso reflete a visão de que edifícios sustentáveis devem ser saudáveis, acolhedores e regenerativos para seus usuários.
O LEED v5 estabelece critérios rigorosos para a seleção de materiais, enfatizando:
Esses requisitos ajudam a reduzir impactos ambientais e alinham os projetos às metas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o Acordo de Paris.
O LEED v5 consolida décadas de avanços na certificação sustentável, respondendo às demandas críticas de um mundo em constante transformação. Incorporando as lições das versões anteriores e expandindo seu escopo para incluir resiliência climática, impacto social e regeneração ecológica, ele reafirma seu papel como uma referência global para a construção de um futuro mais sustentável. Combinando sustentabilidade, equidade e inovação, o LEED v5 não apenas eleva os padrões do setor, mas também promove uma visão integrada onde cada projeto contribui para um planeta mais saudável, resiliente e inclusivo.
Arquitetos, urbanistas, legisladores e investidores desempenham um papel essencial na implementação desses novos padrões, impulsionando o setor em direção a práticas mais transformadoras. O LEED v5 vai além de ser uma evolução técnica: é um convite para uma liderança ativa na construção de um mundo mais justo e sustentável, onde a arquitetura se torna uma ferramenta de impacto positivo para as gerações futuras.
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Por Sustentech